A Política Internacional e a Independência na América Latina
Acontecimentos e interesses estratégicos guiaram a política externa européia para com a América Latina no início do século XIX. Isto é, os planos das potências européias sempre submetidos ao anseio de conquistar a hegemonia dentro do seu continente foram decisivos na independência das colônias latino-americanas.Um exemplo dessa influência seria o episódio da Revolução Francesa que surgiu com o princípio de nacionalismo nas relações internacionais, o que influenciou a rebelião de escravos em Saint-Dominque, por exemplo, e instigou os criollos a se emanciparem do domínio espanhol. Estas potências detentoras de forte poderio militar, financeiro e político frente àquele território, organizaram táticas para conquistar e também libertá-lo. Inglaterra, França e Espanha foram os maiores protagonizadores da Independência da América Latina.
Porém, foi um governante quem foi ainda mais marcante para tal. Gerador de conflitos por causa da sua política expansionista e militarista, Napoleão Bonaparte pôs a Península Ibérica em estado calamitoso, fazendo ameaças de invasão a Portugal caso este não aderisse ao Bloqueio Continental e tirando Fernando VII do trono hispânico para colocar seu irmão José. Alguns protestos ocorreram por parte de alguns espanhóis patriotas, que acusavam o novo rei de ilegitimidade. As medidas tomadas por Napoleão levaram muitas vezes a fazer com que Espanha e Portugal fizessem acordos comerciais e políticos com o parceiro inglês.. A política inglesa estava subordinada a Guerra Peninsular, mas a partir do desenvolvimento das revoluções hispano-americanas a diplomacia britânica tentou se manter neutra e embora soubesse da impossibilidade de reconciliação entre a colônia e a Espanha, de longe ela mediava esse acordo. A Inglaterra abre mão do Liberalismo, para não prejudicar a Espanha, e nem assumir uma posição contrária ás colônias que queriam se tornar independentes, por serem elas prováveis mercados consumidores.
Com o fim das guerras napoleônicas, e após o Congresso de Viena e tentativa de restaurar o Ancien Régime, alguns países preferiram manter concessões da Espanha para então, manter sua legitimidade, pois França e Prússia desejavam instaurar mercados na América do Sul; por outro lado, as então colônias Venezuela e Nova Granada receberam exércitos espanhóis para acabar com as rebeliões. Nesse contexto, as atenções estão todas sobre as guerras européias. As campanhas de San Martin abriram o comércio do Chile e da costa peruana, as campanhas vitoriosas de Bolívar na Gran Colômbia e a independência mexicana em 1812 foram acompanhadas de grande crescimento direto com a Europa. Tudo isso fez com que em 1822, a América Latina detivesse quase 10% das exportações provindas da Inglaterra. O reconhecimento da independência das colônias espanholas foi dificultado pelas inibições monárquicas e legitimistas das potências européias. A Espanha ainda acreditava ser possível negociar a reconciliação com bases em princípios liberais. Rússia, Prússia e Áustria garantiram ao governo espanhol sua adesão à posição legitimista. A França, apesar de seus interesses comerciais não poderia reconhecer isso. pois a legitimidade era a base da restauração da monarquia Bourbon.
Na Inglaterra, o comércio continuava a crescer, o que, junto com a preocupação com a rivalidade dos EUA e da França, fez com que o ministro Canning se inclinasse a favor do reconhecimento. Isso era importante pois se tratava da nação com maior poder naval, comercial e industrial da época. Os EUA, logo reconheceram as independências, inclusive lançando a Doutrina Monroe, que pregava a não intervenção da Europa nas questões americanas. O avanço inglês e norte americano fizeram com que outras potências repensassem suas atitudes. No caso do Brasil, a consolidação de um acordo foi facilitada, pois D Pedro era herdeiro e imperador do trono português, e portanto já possuía relações fortes com algumas nações européias, o que logo após facilitou a independência também de outros países latinos através de relações comerciais. Derve-se ressaltar o fato de que a influência inglesa foi fundamental para a o processo de independência na América Latina. As colônias foram finalmente reconhecidas como legítimas, porém isso não alterou muito o rumo das relações internacionais.

4 Comments:
Luiz,
Você tem que separar os parágrafos com uma linha. Ela fica melhor organizado.
Algumas frases estão pouco fundamentadas. Repare:
"As medidas tomadas por Napoleão levaram muitas vezes a fazer com que Espanha e Portugal fizessem acordos comerciais e políticos com o parceiro inglês." Que medidas? Que acordos?
"A Inglaterra abre mão do Liberalismo, para não prejudicar a Espanha, e nem assumir uma posição contrária ás colônias que queriam se tornar independentes, por serem elas prováveis mercados consumidores" Em que medida a Inglaterra abre mão do liberalismo. Está muito vago...
A última parte está boa, mas a última frase é contraditória:
"As colônias foram finalmente reconhecidas como legítimas, porém isso não alterou muito o rumo das relações internacionais"
As ex-colônias, certo?!
Não alterou o rumo das relações internacionais? O fim do pacto colonial diversificou o comércio da América Latina e incorporou o continente na lógica capitalista de produção...
Ele fica melhor organizado...erro meu
olá eu soh queria saber as circunstâncias da politica européia que influenciaram a independencia das colonias espanholas.
por favor
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