A "Falsa" Independência Cubana
Desde a ocupação da ilha, ocorrida no século XV pelos espanhóis, Cuba foi território de intensa exploração econômica devido sua “vocação” para a agricultura de exportação. No século XIX, o produto agrícola dominante no país era a cana-de-açúcar e seu principal comprador eram os EUA. Além disso, empresas norte-americanas tinham um crescente interesses na ampliação de seus negócios com os cubanos.
No final do século XIX, em meio a agitações – a maioria por parte dos escravos – e a uma crise açucareira, o poeta Jose Martí e dois generais rebeldes proclamam a república e iniciam a guerra de independência. Contando apenas com um improvisado exército constituído predominantemente por negros, sofreu duro golpe logo no início do combate com a morte de Martí. Mesmo sem seu principal líder, os cubanos obtiveram significativas vitórias e a guerra encaminhava para seu fim quando ocorreu a intervenção dos EUA, acusando a Espanha de ter explodido um de seus navios, “Maine”.
De fato, a explosão de seu navio não foi o motivo pelo qual os EUA interviram na guerra a favor de Cuba. Na verdade, Cuba tinha um grande significado na engenhosa política externa americana. A localização geográfica da ilha colocava-a na zona de absoluta segurança estratégica dentro dos planos norte-americanos, além de os interesses comerciais serem imensos, já que as empresas americanas eram as maiores compradoras do açúcar cubano.
Vencida, a Espanha renunciou sua colônia no Tratado de Paris (1898). A ilha foi submetida a um governo militar norte-americano que convocou uma assembléia constituinte encarregada de redigir a primeira Constituição da Cuba independente. Somado a isso, o Congresso norte-americano impôs a Emenda Platt que tornava legítima qualquer intervenção militar americana na ilha, além do governo cubano ter sido obrigado a ceder uma faixa de seu litoral para a construção de uma base militar norte-americana. Nas décadas seguintes, a participação do capital americano nos negócios da ilha ampliou-se de forma considerável. Logo, Cuba não se tornou independente verdadeiramente, pois apesar de ter rompido o laço com a metrópole, acabou tornando-se praticamente uma extensão dos EUA, tendo libertado-se somente em 1959 com a Revolução Cubana.

2 Comments:
Natália,
Seu trabalho está muito bem sintetizado. Ficou simples e bem redigido
pensar que cuba é livre, é o mesmo que pensar que o comunismo é democrático...
nunca a liberdade é compativel com o comunismo.
por muito que o comunismo esteja a mudar, é bom dizer aos comunistas o perigo que o comunismo exerce.
as pessoas podem ser boas, mas não se pode ser bom e aceitar uma "instituição" má...
abraço,
olga
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