A Cor da Liberdade
Após onze anos de litígio, a suprema corte dos estados negou ao escravo Dred Scott o direito à liberdade e o reconhecimento do mesmo como cidadão americano.Conquanto a própria lei (Compromisso Missouri) lhe assegurasse o direito tão somente pelo fato dele ter residido em território livre, o tribunal, alegando que nem pretos livres nem escravos podem ser considerados cidadãos, vetou sua petição.
A questão da abolição da escravatura é muito delicada e tem gerado grandes tensões, em algumas regiões já eclodem conflitos. O caso Scott tem servido de combustível para as desavenças no Congresso e motivo de intermináveis discussões nos partidos. O partido republicano abolicionista do norte considera esta decisão um ato conspiratório dos estados escravistas do sul que estão tentando driblar a soberania popular e manipular o congresso em benefício próprio. Enquanto que o sul denuncia a hipocrisia dos que se declaram abolicionista, mas temem a igualdade racial e os desdobramentos desta igualdade a longo prazo.
A trajetória de Scott (que permaneceu um escravo) ilustra como as promessas de liberdade na América e o brilhante discurso da declaração de independência é contraditório. Ao afirmar que “todos os homens foram criados iguais e foram dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis que entre estes estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade” subentende-se igualdade de direitos a todos. Entretanto, a leis foram feitas para serem interpretadas e aí se instaura um dilema. As instancias do Sul estabelecem o critério da cor para definir os seus semelhantes e as instâncias do Norte em sua maioria, adotam o critério da raça, enfim está estabelecido que o princípio de igualdade não é tão igual assim e que a liberdade infelizmente ainda tem uma cor.

3 Comments:
Luiza,
Seu trabalho foi bem criativo. Parabéns.
O nome é Dredd Scott, mas na foto a legenda diz David Scott!
Ah, realmente excelente e muito criativo. Parabéns!!!
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